No mundo ideal e esplêndido dos filmes publicitários, ou, “no universo tacanho e estúpido da publicidade”, como alardeia Oliviero Toscani, não existem seres e situações comuns.
Para o mais célebre criador das campanhas da Benetton, a publicidade estaria condenada. Em seu livro, “A publicidade é um cadáver que nos sorri”, Toscani anuncia uma espécie de “processo de Nuremberg da publicidade”. E arremata: esta seria acusada de 11 crimes, dos mais diversos, entre o crime de mentira, de pilhagem, de inutilidade social, ao crime contra a inteligência, a linguagem, a criatividade… Apenas as pessoas e as situações perfeitas são anunciadas, o que faz com que Nós, meros seres humanos, não tenhamos nenhuma identificação com aquilo que se vê, ou melhor, que se sonha…
E o que dizer das diferenças, da diversidade cultural, étnica, física? Ah! Nem pensar! Para a publicidade, aquilo que não é retratado não existe. Ora, a gente não se vê nela! É, digo, “a gente” mesmo. Veja se Você encontra fácil propagandas que valorizam a miscigenação, o preto, o branco, o deficiente, os gordos, os magros, procure, anda! Nesse caso, para Toscani, estamos diante do “crime de racismo e exclusão”.
As pessoas com deficiência estão longe de serem retratadas, embora tenhamos uma das melhores legislações do mundo! Como nem tudo tem um só lado, entre luz e sombra, seguem 2 filmes publicitários que valorizam as pessoas com deficiência.

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