Tido como um dos esportes preferidos no Brasil e no mundo, o futebol ultrapassa fronteiras, une pessoas distintas que têm em comum o fanatismo pelo seu time. Esporte que carrega grandes marcas, poderosas, interessadas em associar a sua imagem ao espetáculo esportivo.

 O futebol não é apenas um evento esportivo; ele é um evento cultural. Para Guy Debord, o espetáculo “unifica e explica uma grande diversidade de fenômenos aparentes”. Ele descreve uma mídia e uma sociedade de consumo organizadas em torno da produção e consumo de imagens, mercadorias e eventos culturais. Douglas Kellner acrescenta que os próprios estádios possuem telas que reproduzem eletronicamente as jogadas, assim como anúncios gigantes de produtos que se alternam até a máxima saturação para incrementar o espetáculo de consumo.

 O futebol, como espetáculo que é, além de movimentar rios de dinheiro com a transmissão dos eventos, a venda de jogadores, os produtos licenciados, os anúncios e tantas outras formas de apelo ao consumo, é um dos esportes que mais aparece na mídia.

 Além disso, o esporte também impulsiona a indústria cultural e serve de objeto para produtos na área do audiovisual. E isto atrai tanto os grandes patrocinadores como os produtores e co-produtores. É o caso do filme “23 anos em 7 segundos: 1977 – O fim do jejum corinthiano”, produzido pela produtora independente Canal Azul, em co-produção com o grande estúdio 20th Century Fox. O documentário é um resgate histórico da conquista de 77 e sua exposição na mídia se deve muito em função do Corinthians, time que se encontra em ótima fase.